Muita gente não sabe, mas quando um processo de soldagem está acontecendo, está por trás dele um fenômeno resultante do contato dos eletrodos presentes nas hastes dos equipamentos de solda com outro metal. Esse fenômeno é conhecido pelo nome de arco elétrico. O uso de arcos elétricos acontecem também nas industrias de fundição de metal, nas quais equipamentos capazes de produzir temperaturas extremamente altas a partir dos arcos elétricos, conseguem fundir metais usando menos energia que os fornos de fundição tradicionais. O arco elétrico é resultado de uma ruptura dielétrica (ruptura que acontece quando um material considerado isolante é exposto a uma tensão elétrica grande o suficiente para forçar a passagem dos elétrons por ele). Arcos elétricos são também conhecidos como arcos voltaicos ou, ainda mais popularmente, como curto-circuito. Lâmpadas são o objeto mais conhecidos por nós onde os arcos elétricos acontecem. O fenômeno se dá por conta do vácuo existente dentro do recipiente de vidro (a lâmpada em si), do gás nele contido e da pressão desse mesmo gás. Através do controle da pressão é possível obtermos as diferentes intensidades de brilho. Devemos concluir que pressão e tipo de gás são os fatores que determinam o brilho e a temperatura de um arco voltaico. As principais aplicações do arco voltaico são:
Lâmpadas de arco voltaico
Corte a plasma
Lâmpadas de vapor de mercúrio e sódio
Soldagem
Lâmpadas fluorescentes
Monitores de plasma
Forno
Projetores de filme
Lâmpadas de câmaras de flash
Letreiros de neon
Holofotes
Recomendações da NR 10
Em princípio o arco elétrico pode parecer um fenômeno bem interessante, mas além disso é é, principalmente, bastante perigoso. No item 10.2.9.2 da NR 10 podemos encontrar os cuidados a serem tomados em relação aos arcos elétricos, com destaque para quais os tipos de vestimenta mais adequadas para situações de inflamabilidade, condutibilidade e até as influências eletromagnéticas.
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