• André Habib

O Brasil e a Indústria 4.0


nesse artigo em nosso blog, a Indústria 4.0 é um conceito que foi apresentado pela primeira vez pelo governo alemão na feira de Hanover (maior feira sobre automação de todo o mundo) e que é baseado nas seguintes tecnologias: os sistemas ciber-fisicos (sistemas compostos por elementos computacionais colaborativos com o intuito de controlar entidades físicas), a Internet das coisas e computação nas nuvens. Na prática é a ideia é que os sistemas ciber-físicos, além de monitorar os processos físicos, devem criar uma cópia virtual do mundo físico e tomar decisões descentralizadas. Eles devem ainda se comunicar com os seres humanos envolvidos no processo em tempo real. A computação na nuvem, tanto os serviços internos e intra-organizacionais são oferecidos e utilizados pelos participantes de toda a cadeia de valor. Mesmo embora especialistas estejam dizendo (e com razão…) que a Indústria 4.0 significa um passo além da automação, uma vez que plataformas eletrônicas é que controlam processos físicos e as informações fluem entre os sistemas de gestão empresarial e de relacionamento com clientes e a produção, no evento Sasi 4.0, realizado em setembro de 2016 pela Universidade de São Paulo, constatou-se que o Brasil está bem longe das principais potências mundiais que aderiram ao conceito, como é o caso da própria Alemanha. Uma  pesquisa realizada pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), revelou que 42% das empresas brasileiras desconhecem o potencial e as necessidades de aplicação da digitalização (palavra usada aqui para representar o conjunto de tecnologias citado no início do texto). Vinícius Cardoso Fornari, especialista da CNI, “isso é muito grave”. Uma das das maiores dificuldades, além da falta de percepção do próprio setor industrial em relação a importância na adoção das tecnologias, é a falta de profissionais. Por causa desse motivo e considerando que a Indústria 4.0 não é uma tendência, mas sim uma realidade da qual as indústrias em geral não poderão escapar, a discussão sobre o tema tem crescido tanto em empresas, quanto em universidades, uma vez que existe a necessidade de formação de profissionais capacitados a atuarem nessas fábricas inteligentes. Para Alexandro Souza, gerente de automação da DuPont Pioneer:“O problema da mão de obra não é a formação do engenheiro aqui no Brasil em relação a outros países, é a quantidade de profissionais formados. Em alguns setores, engenheiro é considerado artigo de luxo”. Para Celso Placeres, diretor de engenharia de manufatura da Volkswagen: “A indústria 4.0 não é tendência, é algo certo. Todas as empresas terão de aplicar essa tecnologia em algum momento para sobreviver. As tecnologias já estão postas no mercado, é preciso apenas decidir a melhor forma de aplicá-las ao seu negócio”.

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